Profissão: Repórter (The Passenger – Michelangelo Antonioni – 1975)

Já havia começado a ver Profissão: Repóter no começo do ano (eu acho), mas só agora fui ver de novo.

Minha opinão super leiga é que: é um filme ‘diferente’ em todos os aspectos. Adorei o jeito de Antonioni contar a história, adorei o modo como ele molda a arte cinematrográfica. O tais planos que sempre estão presentes nas critícas por aí (isso não é uma, com certeza), são bem experimentados. Além disso, Antonioni explorou meus sentindos, principalmente com  um trabalho de sonoplastia de mestre. 

Aquele detalhe básico, que já deve estar contido em vários comentários por aí: o filme não possui trilha sonora. E o mais lindo: nem faz falta! Que foda. 

Tudo é muito simples, aparentemente, mas eu fiquei por um tempo me perguntando: o que tudo isso quer dizer? É mais do que um homem que quer se libertar de sua vida apática e infeliz. É mais do que relatos de um povo lutando pela liberdade. É mais do que uma jovem e seus também juvenis ideais, confrontando o desconhecido. O filme The Passenger é a liberdade.

Uma das últimas cenas é tão simples, mas para mim foi tão bela, que me deu vontade de chorar, achei de uma sensibilidade absurda. Antonioni é um artista fabuloso nesse filme (precisava nem falar.). A câmera fixa filmando o portão, filmando o calor, filmando o cansaço, filmando a solidão. A morte se proximando, se aproximando, enquanto vamos chegando mais perto da saída, do fim. Da liberdade?

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