S de Sonho.

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V de Vingança.
– do original: V for Vendetta.
“O artista usa a mentira para contar a verdade e os políticos, para encobrí-la.”

Superficialmente, eu poderia dizer que é um filme sobre uma HQ.
Americano.
Fantasioso.
E terminar esse post por aqui.
Mas eu não posso.

V de Vingança surpreende.
Tira a péssima impressão que o nome dá.
Daqueles filmes da “Tela Quente”, que os efeitos vão explodir na sua cara.
Explode, mas não os efeitos.
A esperança.
– “Igualdade, justiça e liberdade são mais que palavras; são perspectivas!”

Codinome V não é um vingador.
Por mais que isso pareça.
Novamente, olhando de forma superficial.
V é um sonhador.
Ou mais, um realizador de sonho.

Pessoa desconhecida.
Vítima de campos de concentração e teste científicos.
Sobrevivente.
Usa máscara de Guy Fawkes, o velho satirizado.
Para esconder as marcas de seu sofrimento e a razão de sua “vingança”.

Num futuro alternativo, em que vemos claramente a sombra de nosso passado real, situa-se a história.
– Quem não vê Hitler em Sutler?
A Inglaterra vive presa.
Esconde-se no toque de reconher.
Respira o medo que mora no autoritarismo e na destruição do “anormal”.
Pessoas devem seguir um paradigma imposto.
– “Estamos presos ao modelo, somos parte dele.”
Sucumbir as ordens.
E fingir que vivem felizes.
V reativa a esperança de que é possível lutar contra intolerância.
Contra padrões prontos.
E a dominação da mídia.

Em Hammond, vemos a reconstrução.
O renascimento.
A prova de que podemos nos recriar a partir da dor.
Quando aceitamos o que somos.
E abraçamos nosso ideal.
Defendendo-o até a morte.
Por isso, com ela, (re)nasce também a confiança.
E a certeza.

Ao fim, fica a idéia.
E o sonho.
A idéia de revolução.
Para nossa sorte, “um homem pode morrer, lutar, falhar, até mesmo ser esquecido, mas sua idéia pode modificar o mundo mesmo tendo passado 400 anos”.
“As idéias são a prova de balas”.

Por: Joon.

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Do Sonho à realidade.

Requiem for a Dream é um daqueles filmes que te deixa pasmo quando você termina de assistir, te causa vertigens e fascinação, é como uma viagem surreal pelo Reino do Sonho e de repente te suga para mais cruel realidade. Marcante desde o título até a última cena, uma cerimônia fúnebre à morte de um sonho.

Diferente dos outros filmes que retratam esse tema, em Réquiem, a atmosfera vai se tornando mais densa ambientada por uma trilha sonora fantástica produzida por Clint Mansell. Considero as trilhas sonoras partes fundamentais dos filmes, elas criam todo um clima entre o espectador e a história, e Mansell soube fazer isso muito bem.

Esteticamente a película também é surpreendente. Há cenas que são retratadas de maneira inovadora em que o personagem vai do deleite ao delírio, da ingênua felicidade ao desespero; o diretor Darren Aronofsky não mostra o fato em si, e sim a percepção que os personagens têm do fato, os sentimentos e sensações deles em relação ao que acontece, fazendo com que o espectador entre realmente no drama do filme.

O filme começa narrando a trajetória de quatro pessoas:

Harry Goldfarb (Jared Leto) é um jovem viciado em heroína, que namora a bela e rebelde Marion (Jennifer Connelly), juntos se drogam, sonham montar uma loja e ser felizes para sempre. rfd

Tyrone (Marlon Wayans) é o seu melhor amigo e assim como eles também usuário de drogas. O grande sonho de Tyrone é fazer o que prometeu quando pequeno à sua mãe : “Ser alguém na vida…”.

Sara Goldfarb (Ellen Burstyn) é mãe de Harry, uma viúva que esconde sua solidão no seu vicio pela tevê, assistindo programas populares. A excelente atuação de Ellen Burstyn emociona, provavelmente a historia mais forte do filme. Um dia Sara recebe uma ligação avisando que ela foi sorteada para aparecer no seu programa favorito, assim ela cria uma obsessão que acaba levando-a a decadência.

nNum dialogo com Harry, Goldfarb desabafa:

“Eu sou alguém agora Harry, todos gostam de mim, breve, milhões de pessoas irão me ver e gostar de mim. Contarei a eles sobre você, seu pai […]. É uma boa razão para eu me levantar de manhã, é uma boa razão para perder peso e caber no vestido vermelho, é uma razão para sorrir e me faz acreditar no futuro. O que eu tenho Harry? Para que devo fazer a cama, lavar os pratos? Eu faço, mas para quê? Estou sozinha. Seu pai foi embora, você foi embora, não tenho ninguém de quem cuidar.[…] Gosto de pensar no vestido vermelho e na televisão… agora quando eu vejo o sol, eu sorrio”.

Os destinos de todos os personagens parecem fadados às desgraças da vida real e você sente que algo ruim irá acontecer a qualquer momento. Eles se enganam. Chega a ser comovente o casal Harry e Marion prometendo um ao outro a 600km de distância que tudo ficará bem, mesmo cada um sabendo que não vai ficar. Mas quem já não tentou se enganar na vida?

Absorvidos pelo abraço frio do Inverno os personagens degradam, os finais acontecem ao mesmo tempo, a câmera frenética e as sequencias das cenas vão ficando mais rápidas como se a realidade os tivesse puchado de uma grande altura e eles caem. A música final é como uma estranha canção de ninar, cada um se encolhe como um bebê, tentando se proteger, querendo um pouco de proteção ou apenas tentando ainda guardar algo bom.

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Por: Nádia Camuça

‘Donnie Darko’, roteiros originais são o cinema que amo.

Apenas um ‘apocalipse particular, pessoal, individual e íntimo’, essa seria a conclusão inteligentíssima da metade dos cinéfilos que conheço. A outra metade não se pronunciou e prefiro o silêncio destes, apesar de o silêncio já não ser mais algo original e inédito e de meu silêncio vir cheio de palavras escritas.

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“28 dias, 6 horas, 42 minutos e 12 segundos para o fim do mundo”. Esse é todo o tempo que Donnie dispõe pra nos mostrar que ‘ser’ humano está além do que imaginamos

Donnie Darko é um filme pessoal, vide o título, pois é o nome de alguém. Um jovem com problemas comportamentais, psicologicamente desequilibrado, diagnosticado com esquizofrenia, desequilibrando suas ações e as dos outros ao seu redor, mas aqui vou escrever brevemente sobre o título, o sobrenome ‘Darko’. Teorizam ( e não defendo nenhuma delas) que ‘Darko’ significaria ‘sombrio’. Donnie Darko é um ser-humano e isso já é a mais maravilhosa condição de criatura, pois diz Sófocles “Muitas são as maravilhas do mundo, mas não há coisa mais admirável que o homem”, e Donnie o é.

Quem dera eu pudesse falar como se o conhecesse em carne e osso, mas ao assistí-lo (pois o personagem é o filme e o filme é o personagem) percebo que não há tanta escuridão no modo de ser deste jovem que procura apenas clarear um pouco a existência daqueles que o cercam: sua mãe, Rose Darko, que ainda o encara como criança; seu pai, Eddie Darko, um cínico verdadeiro que aprova todas as ações do filho; sua irmã mais velha, Elizabeth, que não vê além dos problemas mentais dele; e sua irmã mais nova, Samantha, que o teme. A proposta do filme é bem mais grandiosa, mas eu adoro abordar o aspecto menor, mais mundano do filme, pois minha visão de cinema é muito pessoal e ‘abduzida’.

A parte ficcional do filme é a que Donnie percebe como o tempo-espaço é estruturado e, com a ajuda de seu amigo imaginário Frank (um coelho de 2 metros de altura que salva suavida) e do livro ‘A Filosofia da Viagem no Tempo’ escrito por Roberta Sparow(a ‘ vovó morte’), ele consegue vislumbrar as intenções existenciais dos outros através do tempo-espaço. Gostaria de abordar melhor a parte ‘inexplicável’ do filme que é a viagem no tempo, mas nem mesmo Donnie encontra uma explicação concreta para si; e foi bom ter acontecido assim, pois ele mesmo diz: ”Há todo um espectro de emoções humanas, e a vida não pode se encerrar em apenas duas categorias”. As categorias seriam ‘medo’ e ‘amor’, lição maniqueísta  que a professora Ms. Farmer tenta mediocremente ensinar a seus alunos, e a mesma forma de educação é dada por um daqueles “donos da verdade” que gostam de dar palestras caríssimas de como ‘vencer na vida’, esse personagem chamado Jim Cunnigham seria o antagonista de Donnie, mas com certeza ele é mais do que um mero ‘vilão’. A cena em que Donnie trava um ácido diálogo com Jim Cunnigham mostra o que muitos de nós gostariamos de dizer para esses ‘caras perfeitos’, mas além desses, existem outros dois professores, Monitoff (física) e Ms. Pomeroy (professora de inglês) que tentam manter o ‘livre-pensar’ na educação americana mas são oprimidos pelo sistema escolar rígido dos E.U.A. da década de 80. O filme aborda muitos questionamentos da existência humana, e mostra isso em cada um dos personagens. Coisa que poucos filmes hoje em dia fazem: criar personagens que comuniquem os seus ideais com veracidade.

O filme é rico em ‘diálogos inteligentes’, mas como não gosto dessa caracterização para um roteiro bem trabalhado vou pedir para que esqueçam esse jargão pseudo-cinéfilo. Temos na verdade uma fluência na linguagem do filme, em que Donnie, mesmo falando com um vocabulário filosófico, consegue alcançar as mentes mais incapazes e aqueles de coração mais duro, vide o final para entender que Donnie conseguiu levar os demais personagens a sentirem que suas vidas não são tão simples e ‘legaiszinhas’. (perdão se parece que estou contando o final, mas as imagens são bem mais interessantes que minhas desinteressantes palavras).

Se disserem que é ‘apenas mais um filme de adolescente americano e seus problemas de puberdade’ eu concordarei, mas só pediria pra retirarem do início da frase em que diz ”é apenas mais um”, pois é um filme sim de adolescente americano e seus problemas de puberdade e deixar de avaliar seriamente que a adolescência é uma fase muito importante da vida seria descaso do diretor em contar a história de Donnie. Todos sabemos que o mais importante momento da fase adolescente é o amor (que pra mim é importante em qualquer fase da vida), e pra Donnie é a descoberta mais libertadora de sua mente e corpo, pois o envolvimento com a ‘mocinha’ Gretchen Ross o faz ter segurança até para desafiar a morte. E antes que você ou alguém evoque Romeu e Julieta por causa dessa minha frase acima, vou dizer pra sairmos de Shakespeare ao menos uma vez em nossa vida e notar que o amor não tem nome nem personagens, e mesmo sem essa linda realidade do amor Shakespeareano o amor entre Gretchen e Donnie é singelo e verdadeiro.

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GRETCHEN ROSS: ''Donnie Darko is a cool name. Sounds like a superhero''. / DONNIE DARKO: ''What makes you think I'm not?''. (Gretchen smiles)

Adoraria me estender muito mais para falar sobre o melhor filme com roteiro original que já assiti, mas não pretendo; pois muitos já bolaram dezenas de teorias caóticas acerca dele e de seus personagens, vide as comunidades na internet que o discutem; e continuar a teorizar é uma tarefa que não me agrada tanto. E pra finalizar vou citar o que Frank e Donnie conversam dentro do cinema(tinha que ser no cinema é claro!) enquanto Gretchen dorme, umas das cenas e diálogos mais lindos que já vi e ouvi:

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DONNIE: Why are you wearing that stupid bunny suit? (Por que você está vestindo essa fantasia ridícula de coelho?)

FRANK: Why are you wearing that stupid Man suit?    (Por que você está vestindo essa fantasia ridícula de Homem?).

E com essa linda ‘sacada’ do diretor Richard Kelly eu insisto em dizer, pois não sou imparcial, que Donnie Darko é um filme que fala principalmente sobre a incerteza de saber ‘ser’ um ser-humano.

A vida não tem roteiro. Donnie Darko me fez perceber isso e esteja onde estiver; passado, presente ou futuro; irei sempre ser grato a ele.

P.S: A trilha Sonora não necessita de comentários(pois tem ‘ The Killing Moon’ do Echo & The Bunnymen e a versão de ‘Mad World’ do Gary Jules, por isso fico calado. rs.) e o filme com certeza merece a célebre frase ”…só assistindo mesmo”.

TRILHA SONORA

1. Never Tear Us Apart – INXS

2. Head Over Heels – Tears For Fears

3. Under The Milky Way – The Church

4. Lucid Memory – Sam Bauer & Gerard Bauer

5. Lucid Assembly – Gerard Bauer & Mike Bauer

6. Ave Maria – Giulio Caccini & Paul Pritchard

7. For Whom The Bells Toll – Steve Baker & Carmen Daye

8. Show Me (Part 1) – Quito Colayeo & Tony Hertz

9. Notorious – Duran Duran

10. Stay – Oingo Boingo

11. Love Will Tear Us Apart – Joy Division

12. The Killing Moon – Echo & The Bunnymen

13. Mad World – Gary Jules

Direção e Roteiro:Richard Kelly

Ano:2001

Elenco: Jake Gyllenhaal

Holmes Osborne

Maggie Gyllenhaal

Noah Wyle

Drew Barrymore

Patrick Swayze

Jena Malone Mary

MacDonnell

Por: Davi

Mas sempre há tempo para lutar pelos nossos sonhos

Menina de Ouro
– do original: Million Dollar Baby

 

Million Dollar Baby

Relutei.
Mas esse filme TINHA que ser o meu primeiro post.
É o melhor filme que eu já vi.
Que eu evito de ver, por mexer demais comigo.

Alguns podem pensar nas quatro – tão desejadas – estatuetas de ouro do Oscar.
Melhor Ator Coadjuvante.
Melhor Atriz.
Melhor Diretor.
Melhor Filme.
Blargh, pro lixo com elas.
Não significam muita coisa… até o Rambo já levou de melhor filme.
[ ou foi Rocky Balboa?
Esses filmes do Stallone são todos iguais u.u”]

Margarel Fitzgerald

Margaret Fitzgerald

Menina de Ouro é mais do que 4 pedaços de ouro.
É sobre
ser de ouro.
Mas Maggie não é de ouro por ser uma grande lutadora de boxe.
[ Por que ela era realmente foda, fala se não era…
Aquele de esquerda que ela tinha x.x]
Ela era de ouro por ter 30 anos.
Ser garçonete.
Ter uma família filha da puta.
Ser pobre.
E não ter desistido, nem por um segundo, do sonho que tinha.

Lutou todo o tempo.
Contra a idade.
Contra a falta de dinheiro.
Contra o cansaço.
Contra o treinador machista.
Contra a família.

Todo o tempo, Maggie teve de lutar para conseguir o que queria.
Seu fim começou durante uma luta.
Luta essa que não perdeu.
Por que ela nunca perderia uma luta.
Ela não se deixava perder.
Ao fim, teve de lutar para morrer.
Sua maior luta.

Que venceu.


– Sobre os atores, direção?
Eu realmente preciso dizer?
Ok.
Com Hilary Swank, Morgan Freeman e Clint Eastwood.
Não precisa dizer mais:
A
melhor atriz dessa geração.
O cara que mais faz filmes nesse mundo.
A lenda viva. –

Swank + Eastwood

Swank + Eastwood

À Margarett Fitzgerald.


Por Joon.

“Os tempos são difíceis para sonhadores”

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-Mas eu nem a conheço./ -Conhece sim. Dos seus sonhos.

Amélie é para sonhadores, definitivamente.

Sexta, dia 31 de Outubro, finalmente comprei meu filme “Le Fabuleux Destin D’Amélie Poulain” e é sempre como se estivesse assistindo pela primeira vez, porque sinto a mesma emoção de quando me encantei a primeira vez (e a primeira vista) com essa singela moça de nome Amélie Poulain que com seu fabuloso destino, seu fabuloso mundo e principalmente seus fabulosos sonhos fazem brilhar os olhos de outros sonhadores assim como ela.

Já escutei críticas ao filme por ser algo simples, “uma história bela, mas despretenciosa, nada demais”.
Nem sei se essa é a proposta do diretor Jean- Pierre Jeunet, mas o que esse delicado mundo me transmite é: simplicidade.

E isso que me fascinou, ser um filme simples e belo, não há necessidade de grandes explosões, ou catástrofes ou complexas questões filosóficas (não desmerecendo os filmes que tenham esses requisitos) mas basta observar alguns detalhes e se deleitar.

Simplicidade e encanto, ora por que não? Se na verdade, o encanto está nos mínimos detalhes, talvez por serem tão mínimos muitas pessoas não enxerguem. São mínimos e sem explicação.

A maneira como é apresentada os personagens no começo do filme também foi algo que me chamou atenção. Coisas aparentemente bobas e sem nexo mostram como podem ser algo que realmente diz um pouco de quem a pessoa é. Clarice Lispector já dizia “Não confudir bobo com burro”.

Estourar bolhas de plásticos; o barulho da tigela do gato no assoalho; tirar grandes pedaços de papel de parede; estalar os dedos, estas são umas das características destribuídas entre os personagens da trama.

Então, Poulain inventa vários planos para tentar encontrar seu amor de nome Nino Quincampoix (Mathieu Kassovitz), mas não tem coragem de se entregar realmente ao sonho, de torná-lo real.

O Pai de Amélie, é um homem introvertivo que se recolheu ainda mais depois da morte de sua esposa, Amandine Poulain, enquanto sua filha o tenta convencê-lo a viver o mundo lá fora.

Um dos vizinhos no prédio em que Amélie reside, Sr. Dufayel (Serge Merlin), conhecido como homem de vidro, por possuir o esqueleto tão frágil ao ponto de que “um simples aperto de mão pode quebrar seu metacarpo”, faz uma analogia com uma moça num quadro em que ele pinta e a Amélie. Quando Poulain diz que a moça do quadro prefere tentar resolver a confusão da vida dos outros, ele pergunta: “E a confusão da vida dela? Quem vai resolver?”.

Então, assim como a protagonista muitas pessoas preferem evitar de viver sua vida, nisso também está a beleza do filme, ele nos inspira a sonhar, mas também nos alerta para a realidade de que cada um tem uma vida que pede para ser vivida e não apenas ensaiada.

Depois de deixar passar a chance de um encontro com Nino, Amelie fica imaginando o seu destino, nas cenas seguintes, por meio de um video, Sr. Dufayel a avisa : “Então querida Amélie, você não tem ossos de vidro. Pode suportar os baques da vida. Se deixar passar essa chance, então, com o tempo seu coração ficará tão seco e quebradiço quanto meu esqueleto. Então, vá em frente, pelo amor de Deus”.

amelie-poulain03Insegurança, medo, delicadeza, empatia, ternura, tudo isso ainda com uma dose de humor faz o tempero da obra. É um filme feliz sim! Porque não? Gostei disso, gostei por me exibir momentos alegres em tempos difíceis, por plantar sementes de sonhos em tempos de total descrença. Isso não significa fechar os olhos para a realidade, isso não quer dizer que não existem mazelas no mundo, mas porque não tentar ver a beleza das coisas? Porque não tentar enxergar os dois lados de tudo, e no caso o lado doce e simples.

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Por: Nádia Camuça